sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Após posts racistas, polícia recebe 120 denúncias contra estudante no PI


Delegado coletou prints de postagens racistas feitas pelo suspeito (Foto: Reprodução/Facebook)

O delegado Emir Maia, titular da Delegacia de Repressão às Condutas Discriminatórias em Teresina, pediu nesta quinta-feira (18) a prisão preventiva de um estudante de história da Universidade Federal do Piauí (UFPI), suspeito de incitar o racismo através das redes sociais. A investigação mostra que o suspeito usava seu perfil no Facebook para postar mensagens racistas.
“Nós recebemos a denúncia pela promotoria de justiça e começamos a apurar os fatos. Ficamos sabendo que um grupo de 120 pessoas prestaram queixa contra ele na Delegacia de Crimes Virtuais, que abriu um inquérito. Com as investigações, foi constatado crimes de racismo e incitação a Violência, através de prints que tiramos das suas redes sociais”, explicou.
Em uma das postagens, o suspeito diz que queria jogar bombas atômicas para acabar com os negros no Brasil. "Todo brasileiro é: macaco, inferior, misturado de adficano e neguin, raça inferior, mestiça. Conclusão: es preciso jugar 1000 bomebas atomicas para ver o que acontece, quero verneguin gritando no fogo", teria dito ele uma das postagens (os erros de português da postagem foram mantidos). Em outra, ele diz que comprou uma arma de R$ 1 mil e chega a ameaçar atirar contra seu próprio pai.
Ainda segundo o delegado Emir Maia, o jovem foi para Recife e no dia 3 de fevereiro emitiu um passaporte com intenção de ir para o exterior. Caso o suspeito saia do país antes de o juiz decretar sua prisão, a Interpol (Polícia Internacional) será acionada.
A pena prevista para quem comete crime de racismo é de 2 a 5 anos, porém a pena pode aumentar de acordo com o número de vítimas que prestarem queixas contra ele.
“O Ministério Público vai avaliar os crimes e decidir que pena será aplicada com base nos diversos crimes que ele cometeu. Soubemos, inclusive, que ele ameaçou os próprios pais, afirmou que está preparado para tudo e que comprou uma arma de fogo. Temos que avaliar também depois de sua prisão, se ele possui algum tipo de transtorno ou se é sociopata, porque isso também interfere na pena”, declarou.

Uma ex-namorada do suspeito irá prestar depoimento na tarde desta quinta-feira na Delegacia de Repressão às Condutas Discriminatórias.
Fonte: G1.globo.com

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